Política Administrativa / Modelo de Governo
 

    Cada país tem de achar seu melhor modelo de governo. Um modelo adequado para um determinado país não o será necessariamente para o outro, pois as realidades e os contextos sociais e culturais dos países são distintos entre si. Independentemente de se optar entre presidencialismo ou parlamentarismo, o Brasil deveria adotar o regime político que mais se adequasse às suas próprias realidades.

    Na preocupação de se preservar os valores de uma democracia plena, um país pode cair numa síndrome de tolerância ilimitada. No Brasil,
a corrupção e a impunidade chegaram a tal ponto que se justifica um modelo de governo mais austero a fim de coibir os abusos cometidos debaixo da bandeira da "liberdade democrática". No entanto, é importante deixar bem claro que a austeridade e rigor na justiça deve estar sempre sujeita aos limites do abuso de autoridade.

    A democracia plena mostra-se muitas vezes excessivamente "condescendente" em determinadas situações, pois a justificativa dos "plenos direitos" acaba sendo um pretexto para favorecer criminosos, os quais sabem que sempre haverão aqueles que os defendem, ainda que permaneçam deliberadamente reincidindo no crime.

    Se o governante máximo, seja ele um presidente ou um primeiro-ministro, não tiver um mínimo de autoridade e uma certa autonomia para governar a nação, as medidas urgentes e necessárias ficarão sempre na dependência de acertos e conchavos entre os vários escalões executivos e legislativos do país. O pior é que muitas vezes esse governante fica devendo "favores" obtidos durante as negociações e alianças partidárias, na base
do "toma-lá-dá-cá".

    Isso significa que, ainda que um governo tenha boas intenções em benefício da população
, suas iniciativas podem ficar infrutíferas e frustradas, caso o Senado ou a Câmara dos deputados lhe fizerem um verdadeiro "boicote", ou seja, uma oposição severa através dos integrantes dos partidos contrários ao governo, induzindo o governante a ter de "negociar" para conseguir uma maioria de votos, a fim de aprovar algum projeto que julgue vital para o bem da nação.

    O equilíbrio entre a austeridade de um governo mais enérgico contra a corrupção e impunidade com a moderação de um governo mais inclusivo e atento aos menos favorecidos me parece que seria a fórmula ideal para o nosso país.

    Infelizmente, qualquer atitude mais rígida no exercício legítimo de punições enfrenta uma resistencia muito grande por parte dos defensores dos "direitos humanos", que muitas vezes são mais favoráveis aos infratores do que às vítimas.
Portanto, corrigir as distorções e abusos da "democracia plena e absoluta" é vital no intuito de se coibir a corrupção, impunidade e parcialidades.

    Um dos motivos que contribuiu para o fracasso de muitas gestões de governos passados no Brasil foi a falta de capacidade administrativa das diferentes lideranças ministeriais, pois muitas vezes os ministros e acessores não eram escolhidos através de critérios técnicos, visando agradar um ou outro partido, ou seja, não tinham a devida capacitação para exercer adequadamente seus respectivos ministérios.

     Outra causa de fracassos foi a falta de diálogo com os vários setores da sociedade, pois os interesses unilaterais de membros dos 3 poderes muitas vezes não refletem os interesses coletivos da população, que acabam ficando subjugados aos interesses corporativistas de ministros, governadores, prefeitos, magistrados e parlamentares.
 

 

Excesso de parlamentares e custo muito alto

    Há necessidade do Brasil ter tantos parlamentares na Câmara e Senado Federal? Atualmente são 513 deputados federais e 81 senadores, correspondentes a 27 unidades federativas! Precisa tanta gente assim para um serviço que nem sempre é bem produtivo?

     Parece contraditório que o Brasil seja um dos países que tem mais parlamentares sustentados com o dinheiro público, enquanto que é um país tão carente de recursos básicos para a maioria da população!

     Entre outros benefícios e privilégios, os deputados brasileiros recebem verba suficiente para ter até 25 assessores. Na França, que aparece em 17º lugar no ranking dos congressistas mais caros, os deputados têm no máximo cinco auxiliares.

     Considerando apenas os deputados federais, as despesas para os cofres públicos englobam alem do polpudo salário mensal, verbas para manutenção de apartamento funcional (auxílio-moradia), atendimento médico e odontológico pleno ao deputado e familiares, cota para passagens, telefone, fretamento de aeronaves, alem de cartões corporativos e uma vultosa verba de gabinete destinada aos acessores de confiança.           

   
    Como justificar esses gastos abusivos, sendo que muitas famílias brasileiras sobrevivem apenas com o salário mínimo, alem de milhões de desempregados que se candidatam a sub-empregos, na tentativa de subsistir às crises econômicas da presente época?

    Para um país com tantas dificuldades econômicas, é um absurdo imaginar que cada deputado federal acarreta um gasto equivalente a 190 salários mínimos, entre gastos próprios e verbas de gabinete. Assim, entre outros recordes negativos, o Brasil acumula o fato de ser um dos países onde os custos com parlamentares são os mais altos em todo o mundo.

    Será que não seria possível exercer as funções do Poder Legislativo com uma estrutura mais "enxuta", sem prejuízo da representatividade da população? Quando eu me refiro a uma estrutura mais enxuta no Congresso Nacional, estou me referindo não somente a uma redução no número de parlamentares, mas tambem às suas respectivas verbas agregadas, bem como os chamados "penduricalhos"

    Evidentemente esse "enxugamento" dos gastos públicos federais teria que ser estendido também aos níveis estaduais e municipais, não somente na esfera legislativa, mas tambem nas áreas do judiciário e do executivo.  

    É óbvio que para se chegar ao nível de uma Suécia, onde os deputados não têm acessores, dormem em quitinetes e pagam pelos próprios cafezinhos, há um longo e penoso caminho, mas seria importante repensarmos numa reestruturação da máquina pública do governo, a fim de termos uma estrutura administrativa mais compatível com as realidades sócio-econômicas de nosso país.    


 

Uma proposta: nova subdivisão administrativa
 

    Considerando o fato de que o Brasil é um país com enorme território, porém como muita heterogeneidade entre os seus estados, creio que seria mais fácil administrá-lo através de macro-regiões, ao invés dos estados atuais. Creio que com isso as desigualdades regionais poderiam ser melhor equilibradas, tanto em termos de recursos naturais como tecnológicos.

    Assim, por exemplo, muitos estados brasileiros que não dispõem de litoral, como é o caso de Minas Gerais, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Acre, Rondonia e Roraima, poderiam ter acesso ao mar, desde que os limites estaduais atuais fossem alterados estrategicamente. Com isso, aqueles estados seriam beneficiados com zonas portuárias, que permitiriam melhor possibilidade de escoamento de seus produtos, seja para exportação ou importação marítima.

   Assim, ao invés dos 26 estados atuais e o DF, haveriam 6 grupos de estados, que potencializariam seus recursos no sentido de incrementar o desenvolvimento econômico e logístico da região. Com essas anexações, haveria um aproveitamento melhor dos recursos dos estados que se auto-compensariam de uma forma mais dinâmica, através de um plano cooperativo, com isenção de taxas e impostos interestaduais. Assim, um estado que tivesse carência de algum produto ou riqueza natural poderia ser suprido pela potencialidade de outro estado com o qual se agregou, e vice-versa.

   Com essa nova subdivisão seria possível também alocar os recursos de cada região em benefício do desenvolvimento cooperativo dos estados vizinhos mais imediatos, evitando assim o desperdício de transporte para longas distâncias. Uma sugestão para essa subdivisão seria aquilo que mostro a seguir, onde os
"macro-estados" ficariam assim distribuídos:

Grupo "A": Constituído pelos estados do Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá e Pará. Esse grupo teria como destaque a fonte de recursos naturais do potencial amazônico (madeira, latex, minérios, plantas medicinais, etc.) e pecuária.  A navegabilidade pelos rios Amazonas e seus afluentes permitiriam ampliar substancialmente as exportações de matéria-prima através de um "corredor natural", facilitando a exportação e importação de produtos.

Grupo "B": Constituído pelos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Esse grupo teria como destaque o pólo turístico e a industria de manufaturados, visto que todos os estados dispõem de praias, belezas naturais e artesãos habilidosos. Alem disso, seria um polo produtor de frutas tropiciais de excelência.

Grupo "C": Constituído pelos estados de Mato Grosso, Tocantins e Bahia. Esse grupo somaria as forças da pecuária e dos recursos naturais do pantanal mato-grossense com o potencial turístico do promissor do litoral baiano.  Haveria também a possibilidade de ampliar as exportações de carne bovina e produtos agrícolas através de portos baianos.

Grupo "D": Constituído pelos estados de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal. Com o agrupamento desses estados, os vastos territórios mineiro e goiano somariam forças com o potencial metropolitano da cidade do Rio de Janeiro, com possibilidades de favorecer a exportação agrícola daqueles estados sem litoral através dos portos de Vitória e do Rio de Janeiro.

Grupo "E": Constituído pelos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. Esse grupo também proporcionaria um melhor corredor de escoamento dos produtos do Mato Grosso do Sul através dos portos de Santos e São Sebastião. Assim, o profícuo e rico potencial do território sul-mato-grossense somaria forças com a avançada pujança tecnológica das indústrias paulistas.

Grupo "F": Constituído pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os quais pelas características da população e do clima já têm uma grande semelhança natural. Através do agrupamento desses estados, as carências seriam compensadas pelas potencialidades desses 3 estados, resultando em um melhor resultado econômico para todos.


   Os mapas da ilustração abaixo evidenciam graficamente essa proposta.
 
. No Mapa 01 está a divisão política atual dos estados brasileiros.
. No Mapa 02 está a subdivisão geográfica (cartográfica) atual, com as regiões norte, nordeste, centro-oeste, sudeste e sul, a qual tem apenas caráter didático-pedagógico.
. No Mapa 03 está a minha proposta de macro-estados, sendo que as setas em vermelho indicam a direção das possíveis rotas de transporte para exportação e importação marítima dos estados que não dispõem de litoral, de uma forma estrategicamente racionalizada e equilibrada.
 


 

 
   


     estados atuais                                regiões atuais                        grupos propostos

 

 
   




Dessalinização: uma alternativa hídrica a partir da água do mar


     Para estados que sofrem com as crises de desabastecimento hídrico, a dessalinização é uma solução alternativa já adotada em pelo menos nove Estados brasileiros. Com o barateamento dessa tecnologia, especialistas dizem que a técnica seria uma opção de abastecimento hídrico válida para todo o Brasil, principalmente para os estados onde o abastecimento de água é deficitário nos períodos anuais de estiagem.

    A tecnologia da dessalinização é utilizada no Brasil principalmente na região Nordeste, onde foram instalados sistemas para purificar a água salobra (com concentrações de sal menores que a do mar) do subsolo. No entanto, no arquipélago de Fernando de Noronha, a água é retirada diretamente do mar. O método usado em ambos os casos é a chamada osmose inversa, em que a água passa por um sistema de membranas. O sal e as impurezas ficam retidas, enquanto que a água sai pronta para beber.

    Em Israel, que é um país semi-árido e sofre de longos períodos de estiagem, 67% da água para consumo doméstico já provêm da dessalinização. O metro cúbico de água dessalinizada custa entre 70 e 80 centavos de dólar na saída da usina. A este custo somam-se as despesas de canalização da água até o consumidor.

    No caso da cidade de São Paulo, haveria o custo de bombear pela Serra do Mar a água procedente do litoral paulista, o que acarretaria despesas de energia que poderiam elevar o custo até cerca de 1 dólar por metro cúbico. No entanto, dizem os especialistas que se houvesse uma usina de dessalinização no litoral paulista, a água produzida poderia abastecer as cidades no próprio litoral e isso liberaria uma grande quantidade de água para o abastecimento da região metropolitana da cidade de São Paulo.

    Evidentemente, todo orçamento para projetos de dessalinização teria que ser comparado com os custos para se obter água potável diretamente do solo através de poços artesianos ou pela captação em cisternas, dependendo das condições peculiares de cada local.

 

 

    Em Israel é mais barato utilizar água dessalinizada do que canalizar o abastecimento a partir de lugares distantes. Até 2005, quando a água dessalinizada começou a ser utilizada em larga escala naquele país, grande parte da água consumida em Tel Aviv era canalizada por meio do Canal Nacional do Mar da Galileia, que fica a 150 quilômetros da maior cidade de Israel.

   
 Hoje em dia quatro usinas de dessalinização suprem praticamente todas as necessidades das cidades ao longo da orla do Mar Mediterrâneo, onde mora a maioria da população israelense.

   A utilização de água dessalinizada também contribui para que as fontes naturais, principalmente os aquíferos do litoral israelense e da montanha (na região de Jerusalém), possam se recuperar após muitos anos de estiagem.

   Especilistas franceses admitem que a dessalinização é mais cara do que os métodos mais comuns, porém o custo depende muito da distância entre a usina de dessalinização da água e o local que será abastecido.

   Bombear a água do litoral para o interior brasileiro sairia relativamente caro, mas a dessalinização poderia abastecer hidricamente várias cidades do interior nos períodos de estiagem de determinadas épocas do ano, quando a população é sacrificada, tendo que se sujeitar à falta de água, ou na melhor das hipóteses, aos rodízios de racionamento.
 

 
   




A energia solar no Brasil
 

   Em se tratando de energia limpa, econômica e abundante, a energia solar tem tudo a ver com as características climáticas de nosso pais. O Brasil é o país que mais recebe irradiação solar em todo o mundo. Por estar localizado próximo à linha do Equador, o país recebe alta incidência de sol durante todo o dia, com pouca variação ao longo das estações do ano, em função das características de translação do planeta. Segundo o Atlas Brasileiro de Energia Solar, o país recebe, durante todo o ano, mais de 3 mil horas de brilho do sol, correspondendo a uma incidência solar diária que pode ir de 4.500 a 6.300 Wh/m².

   Para se ter uma ideia, a Alemanha, que é o país que mais explora a energia fotovoltaica em todo o mundo, recebe aproximadamente 40% menos luz solar em sua região de maior potencial, em comparação com a incidência brasileira. No entanto, a energia solar ainda é pouco aproveitada no Brasil, correspondendo a apenas 0,03% da nossa matriz energética.

   Mesmo com todas as dificuldades, em apenas dois anos, o número de instalações de painéis solares deu um salto de pouco mais de sete mil (7.400) para 49 mil unidades em todo o Brasil. Isso significa um aumento de mais de 560%.  
 
   Em 2018, a produção de energia solar fotovoltaica brasileira ultrapassou os 2.000 megawatts (MW) de potência operacional e as projeções da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) para o futuro são animadoras. Segundo a entidade, serão investidos mais de R$ 5,2 bilhões (do setor privado) no setor de energia fotovoltaica, o que deve impulsionar ainda mais o já promissor mercado.

   Com esses investimentos em usinas e geração de grande porte, o segmento bateu o recorde de 3.000 MW em 2019 em sistemas de pequeno, médio e grande porte. Desse modo, espera-se crescer significativamente nos próximos anos e gerar milhares de empregos diretos, o que é fundamental para aquecer a economia do país.

   Já o segmento de micro e mini-geração de energia solar fotovoltaica (sistemas instalados em casas, comércios, indústrias e edifícios) cresceu mais de 97% em relação a 2018, com a entrada em operação de 628,5 MW, totalizando 1.130,4 MW em 2019. Assim, a participação do segmento de geração distribuída no mercado solar fotovoltaico subiu 34,2% em 2019.

   O novo ritmo de crescimento se deve aos investimentos no setor de geração de energia solar fotovoltaica, que gerou diminuição dos custos, e na oferta de financiamentos, que facilitam ainda mais o acesso à energia solar. Atualmente, o retorno do investimento, tanto em micro ou pequenos geradores quanto em usinas varia entre três e sete anos.

   O progresso nesse setor é importante não somente para o crescimento econômico, mas também para o desenvolvimento social do Brasil em todos os seus estados.
 

 

 

   O custo alto da energia elétrica no Brasil e os preços cada vez mais competitivos dos equipamentos solares explicam a multiplicação, por todo o país, de projetos como esse: o maior telhado solar do Rio de Janeiro, que foi instalado no mega-mercado popular da Zona Norte da cidade.

   A única razão para este investimento estar acontecendo é a gigantesca economia na conta de luz. Mais de cinco mil placas fotovoltaicas espalhadas por uma área maior do que o campo do Maracanã. A energia produzida daria para abastecer mil residências.

   Mesmo com os custos de instalação e manutenção do sistema, a economia na conta de luz vai ultrapassar os R$ 4 milhões nos próximos 15 anos. "A ideia é cada vez mais baixar os custos para que o Cadeg seja um atrativo, com energia mais barata e com a pegada da sustentabilidade, que é fundamental”, disse o presidente do Mercado Municipal do Rio de Janeiro, Cadeg.

 
 


O aproveitamento dos ventos para gerar energia elétrica
 

    A primeira turbina de energia eólica do Brasil foi instalada em Fernando de Noronha em 1992. Dez anos depois, o governo criou o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) para incentivar a utilização de outras fontes renováveis, como eólica, biomassa e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

    Desde a criação do Proinfa, a produção de energia eólica no Brasil aumentou de 22 MW em 2003 para 602 MW em 2009, e cerca de 1000 MW em 2011(quantidade suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 400 mil residências) e atingiu a marca dos 4400 MW no final de 2013.

    Segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, publicado pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica da Eletrobrás, o território brasileiro tem capacidade para gerar até 140 GW, 11 vezes maior que a potência instalada da Usina Hidroelétrica de Itaipu!

 
       
   

    O potencial de energia eólica no Brasil é mais intenso de junho a dezembro, coincidindo com os meses de menor intensidade de chuvas, ou seja, nos meses em que falta chuva é exatamente quando venta mais. 

    Isso coloca o vento como uma grande fonte suplementar à energia gerada por hidrelétricas, a maior fonte de energia elétrica atual do país. Durante esse período de estiagem, poderia-se preservar as bacias hidrográficas, reduzindo-se estrategicamente o uso das dispendiosas hidroelétricas.

    Por essa razão, a energia eólica é uma excelente alternativa contra a baixa pluviosidade e a heterogeneidade da distribuição geográfica dos recursos hídricos existentes no país.

    A maior parte dos parques eólicos se concentra nas regiões nordeste e sul do Brasil. No entanto, quase todo o território nacional tem potencial para geração desse tipo de energia.

    Este é mais um recurso natural em que o Brasil é altamente privilegiado, sendo reconhecido como um dos maiores potenciais eólicos do planeta. Mais de 71 mil km² do território nacional contam com velocidades de vento superiores a 7m/s, principalmente nos estados da região Nordeste do país.

    A pergunta então é a seguinte: se o nosso país tem capacidade para gerar com energia eólica até 11 vezes mais que o potencial da energia produzida em Itaipu, porque não incrementar ainda mais essa fonte sustentável, limpa e renovável ao longo de todo o território brasileiro?

 
   

 



A refeição por quilo - O "know-how" brasileiro digno dos maiores elogios
 

     Apesar de todos os problemas com os quais a população brasileira convive no seu dia-a-dia, há alguns pontos positivos exclusivos de nossa nação, que merecem ser reconhecidos, pois se destacam até mesmo a nível internacional. Um deles é o sistema de "refeição por quilo", ou "comida por quilo", muito comum nos restaurantes brasileiros desde a década de 80, onde o consumidor paga apenas pela quantidade de comida pronta que ele coloca em seu prato.

    Trata-se de algo simples e extremamente racional no universo gastronômico, fruto da iniciativa privada, que é bem raro de se encontrar em outras partes do mundo, mas deveria ser tomado como exemplo de racionalidade, pois alem de ser favorável ao bolso do consumidor, evita o desperdício de alimentos. Alem disso, é um sistema extremamente prático, pois o consumidor não tem que esperar pela confecção de seu prato, como nos restaurantes mais tradicionais.

    Em outros tipos de preparo de refeições, tais como "a la carte", ou o "prato do dia", há uma grande possibilidade de desperdício de comida, pois o prato pronto nem sempre vem na quantidade e variedade ideal correspondente ao desejo do consumidor.

     Quando o cliente paga apenas pelo que pega, ele acaba sendo mais criterioso e não vai colocar no prato algo que tem dúvidas se vai comer ou não. Por essas razões, eu considero esse sistema de refeições extremamente racional, equilibrado e justo.
 

 

 

 

  
  

  

   Por influência do modelo brasileiro, alguns restaurantes de Portugal e Argentina tambem passaram a adotar o sistema de comida por quilo, porem não de forma tão popular e comum como no Brasil.
 

  
Creio que se esse sistema racional de "refeição por quilo" fosse adotado de forma universal em outros paises, certamente haveria uma contribuição significativa para a sustentabilidade do planeta, evitando desperdícios e racionalizando a preciosa matéria prima dos alimentos.

   Se pensarmos em países onde muitos morrem de fome ou padecem pela escassez de alimentos, concluiremos que haveriam muitos motivos para se adotar esse tipo de serviço de uma forma mais globalizada, principalmente nos países com maiores dificuldades econômicas.

   Apesar dessa forma inteligente de refeição já estar definitivamente consagrada no Brasil, o desperdício de alimentos deveria ser melhor controlado em nosso país, especialmente nos grandes centros de abastecimento, onde a fartura pode favorecer o descarte de alimentos que ainda estão em bom estado.

 

 

 

 

   Digo isso porque há países onde embora a renda per capta seja bem maior do que no Brasil, os consumidores encontram nos supermercados e feiras livres apenas aquilo que em nosso país é considerado não atraente em termos de alimentos, tais como frutas, verduras e legumes. A explicação é que muitos desses países já passaram por guerras e grandes tragédias, onde o povo sofreu com a escassez dos alimentos, e porisso sabem valorizar e aproveitar melhor os seus recursos naturais. 
 


Desperdício de alimentos no Brasil
 

     A fome é um dos maiores problemas que o Brasil e alguns países do mundo enfrentam. Há cerca de um bilhão de pessoas desnutridas em todo o mundo.

    O Brasil é um dos grandes produtores de alimentos do mundo, mas também é um dos países que mais desperdiça. Cerca de 27 milhões de toneladas de alimentos por ano são desperdiçados por famílias, varejistas e serviços de alimentação brasileiros, quantia essa que seria suficiente para satisfazer cada um dos que passam fome em nosso país.

    Resumindo, isso quer dizer que cada família brasileira desperdiça em média 20% dos alimentos que compra semanalmente, o que significaria o suficiente para alimentar 500 mil famílias.

    As estatísticas mostram que as feiras-livres e os grandes centros de abastecimento são responsáveis por 30% de todo o desperdício de comida do País. Alem disso, muitos restaurantes, lanchonetes e hotéis de todo Brasil, jogam diariamente toneladas de alimentos em bom estado no lixo.

    Os números mundiais de desperdício de alimentos são alarmantes. Cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos se perdem ou são desperdiçados a cada ano, o que corresponde a um bilhão de dólares. A abundância pela fartura pode levar ao desperdício e à desvalorização daquilo que a terra dá.

 

 

 

 

    No Brasil, apesar de ainda haver muito desperdício de alimentos, existem projetos no intuito de evitar o descarte de alimentos ainda em bom estado, isentando impostos de empresários que fazem doações do alimento não estragado em seus estabelecimentos.

 

Aproveitamento integral dos alimentos
 

   O melhor aproveitamento dos alimentos seria uma contribuição que traria benefícios significativos para o meio ambiente e para a população em geral. Muitos nutricionistas destacam esses benefícios através do aproveitamento das cascas, sementes, folhas, talos ou ramas de frutas, verduras e legumes, que muitas vezes são jogadas fora. Ricos em vitaminas e fibras, esses rejeitos podem ter tantos ou mais nutrientes do que a própria fruta, verdura ou legume.

   A casca de laranja tem 40 vezes mais cálcio do que a polpa da laranja, enquanto as de maçã e mexerica têm o dobro de vitamina C em relação à polpa. A casca do abacaxi tem 38% a mais de vitamina C do que a polpa. Isso significa que partes não convencionais podem ser mais ricas do que a própria polpa da fruta em termos de nutrientes.

   Os nutricionistas ensinam como podemos aproveitar cascas, talos e sementes dos alimentos: ”Todos os talos, menos o de mandioca que é tóxico, podem ser aproveitados picados ou triturados em massa de bolos, pães, panquecas, ou ainda em ensopados, omeletes. A entrecasca que fica entre a polpa e a casca das frutas pode ser preparada na forma de compotas e geleias. Folhas de cenoura e beterraba cruas caem bem na salada e as de batata-doce, couve-flor, abóbora, mostarda e rabanete podem ser refogadas. As cascas de laranja, tangerina e maracujá viram também deliciosas geleias. As de maçã e mamão incrementam vitaminas de frutas. E as sementes torradas e moídas se tornam farinha no preparo de bolos, pães e biscoitos.”

   Eles dizem tambem que aproveitar a casca, o talo e a semente dos alimentos significa economia e permite que as pessoas experimentem novas opções de receita, diversificando o cardápio. Isso porque um único alimento pode ser preparado de várias formas diferentes e todas com alto valor nutritivo..

   Aproveitar os alimentos de forma integral faz com que todas as substâncias nutritivas encontradas possam ser utilizadas pelo nosso organismo. Várias dessas cascas são benéficas por serem ricas em nutrientes para nossa alimentação e podem absorvidas de forma saborosa e natural pelo nosso organismo.

 

O que é compostagem?
 

   A compostagem é um processo biológico que acelera a decomposição do material orgânico e é realizado por microorganismos e seres invertebrados, que em presença de umidade e oxigênio, se alimentam desses resíduos animais e vegetais, devolvendo à terra seus elementos químicos e nutrientes. Assim, dão origem a um composto de excente qualidade, pronto para ser utilizado em hortas, vasos de plantas, jardins ou algum terreno que você tenha disponível.

    A compostagem é um dos métodos mais antigos de reciclagem, que possibilita uma forma de recuperar os nutrientes dos resíduos orgânicos e devolvê-los ao ciclo natural, enriquecendo o solo para agricultura ou jardinagem. Esta é mais uma técnica que evita o desperdício e deveria ser usada em maior escala e com incentivos dos órgãos ligados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, bem como da iniciativa privada e ONGs relacionadas.


 


País abençoado por Deus?

 

     O Brasil é tido por muitos como um país "abençoado por Deus", como se Deus tivesse predileções por certos países em detrimento de outros. Alguns são ainda mais levianos ao afirmar de forma prepotente que "Deus é brasileiro".

    Se isso fosse verdade, seria então o caso de se perguntar porquê há tanta desigualdade social e tanta disparidade em termos de fatores externos, visto que frequentemente ocorre chuva em excesso em várias metrópoles que não possuem a devida infraestrutura de contenção das águas, enquanto que há escassez de chuva nas terras do sertão nordestino, que precisariam de mais água para irrigação das suas lavouras.
 
    Em parte, essa reputação de "país privilegiado" se deve ao fato de não haver no Brasil certos desastres naturais, que são freqüentes em outros países, tais como terremotos, neve em abundância, vulcões e maremotos (Tsunamis). Exceto pelas chuvas e secas extremadas, que ocorrem de forma localizada e sazonal, temos na maior parte do território brasileiro um clima razoavelmente equilibrado, embora nos últimos anos o efeito do aquecimento global têm produzido significativa piora nas condições climáticas de alguns pontos do nosso país.

    O Brasil é um país extramente rico em vários tipos de riquezas renováveis e não renováveis. Os recursos hídricos, sobretudo na região da bacia amazônica, são abundantes em nossa nação. No entanto, as dificuldades para se cuidar do meio-ambiente em um país com dimensões continentais como o Brasil tem sido motivo de preocupação para outros países, que já estão prevendo a gradativa escassez de água para o planeta num futuro próximo.

    Essa escassez já está ocorrendo em muitos países, o que está exigindo que a capacidade tecnológica dos técnicos e engenheiros se aperfeiçoe, como o caso de Israel, que está dessalinizando a água do mar, sendo que 15% da água de consumo doméstico provém do mar.

    Outra riqueza natural brasileira está na floresta amazônica e na mata atlântica, onde se encontram minerais e plantas de alto poder medicinal, que ajudam a combater doenças graves e muitos desses recursos naturais são exclusivos daquelas regiões. O problema é que vários países sabem desse potencial e já estão explorando os nossos recursos para industrializarem os seus produtos, nem sempre indenizando devidamente os proprietários e extratores nativos.

    Uma outra grande vantagem do Brasil em relação a vários países é que aqui praticamente não existe o terrorismo ou os conflitos armados por motivos étnicos / religiosos.  No entanto, os problemas relacionados à violencia urbana causada pela desigualdade social e a má administração pública fazem com que muitos brasileiros sonhem em deixar o país, e talvez só não o façam por causa das dificuldades para imigração e obtenção de vistos de permanência em outros países.

 

 

Acorda, Brasil !
 

    Apesar de todas as suas riquezas naturais, boa parte da população brasileira vive em condições de miséria, sendo que mais da metade das residências em nosso país não possui sequer rede de tratamento de água e esgoto. Parece uma ironia que estando "deitados em berço explêndido", como diz o hino, estejamos tão carentes de recursos fundamentais para uma mínima qualidade de vida.

    Isso é totalmente incoerente ao vermos a cada dia crescerem os "pet-shops" e outros estabelecimentos de serviços sofisticados para animais, destinados a satisfazer os caprichos supérfluos das "madames" com os seus animaizinhos de estimação, enquanto que há tantos indivíduos morando nas ruas e mendigando um prato de comida.

    E quanto aos inúmeros advogados inescrupulosos, que habilmente defendem seus poderosos clientes criminosos através de recursos jurídicos questionáveis e muitos "habeas corpus", sendo que muitos bandidos estão "soltos", gozando dos benefícios de uma "prisão domiciliar" ou de uma desconfortável "tornozeleira eletrônica".

    Criminosos que estão cumprindo pena reivindicam 3 refeições diárias de boa qualidade, exposição ao sol, tratamento médico-dentário-psíquico, concessão de visitas íntimas e outros "direitos" mais, sendo que a maior parte da população brasileira que não é criminosa não possui nenhum direito, o que é um tremendo paradoxo.

    Não deveriam esses advogados habilidosos para defender criminosos ricos, defender com a mesma tenacidade os direitos daqueles milhões de brasileiros que vivem neste país discriminados e em condições de pobreza extrema? Ou deveriam os muitos brasileiros marginalizados ficar sempre esperando as "esmolas" paliativas das bolsas do governo, que não são suficientes para resolver problemas urgentes da população, tais como saúde, saneamento básico ou desemprego?

    Acordem, autoridades brasileiras em todos os seus escalões! Honrem os votos daqueles que depositaram confiança em vocês! Aqueles dentre vocês que não estão fazendo um bom governo ou mandato, ou não se sentem suficientemente competentes dentro de seus respectivos cargos e funções, cedam o lugar para pessoas mais capacitadas, pois é muito menos vergonhoso renunciar voluntariamente do que ter de sair compulsoriamente de seus respectivos cargos por notória incompetencia.

    Não é vergonhoso admitir o erro e abdicar. Vergonhoso é ver o país retroceder em termos sociais, econômicos e de credibilidade mundial. É uma atitude totalmente irresponsável quando alguem exerce seu mandato não se sentindo digno ou apto para ele, apenas para cumprir o prazo que lhe foi concedido pelo pleito formalizado nas urnas. Isto sem contar os que se elegeram às custas de compra de votos ou barganhas ilícitas.

    Sou contra qualquer forma de vandalismo e violência nos protestos da população na reivindicação de seus direitos, tais como alguns que já ocorreram em vários lugares do mundo e tambem no Brasil. Embora creia que a população tenha todo o direito de se manifestar, não defendo a forma badernista e criminosa como muitos grupos se manifestam, inclusive com a destruição do patrimônio público ou a depredação de bens de pessoas que não têm nenhuma culpa pelas muitas injustiças sociais do nosso país.

    Por causa disso, me valho deste meio onde eu posso expor publicamente e de forma pacífica as minhas impressões, elogiando o que merece ser elogiado e criticando aquilo que me parece digno de críticas. Aqueles que não concordarem com algum ou muitos pontos por mim expostos têm todo o direito de me questionarem, porque esse é o verdadeiro espírito democrático.

 


Conclusão e comentários finais

 

      Para que as propostas aqui apresentadas fossem colocadas em prática, haveria a necessidade de que muitas mudanças ocorressem de forma concomitante no país. Muitos problemas têm sua origem na dificuldade para que o bom senso prevaleça acima dos interesses partidários, onde muitos militantes políticos torcem pelo fracasso do país, na teoria do "quanto pior, melhor", com vistas à um maior sucesso nas próximas eleições.

     Espero que com estes comentários e sugestões singelas, porem possíveis de serem colocadas em prática, eu possa de alguma forma contribuir para a pretendida “Ordem e Progresso” que está estampada na nossa bandeira, e que todos nós desejamos, não somente para a nossa geração, mas também para os nossos filhos.

     Basicamente, a fórmula para um governo eficaz no Brasil e em qualquer país é SERIEDADE, HONESTIDADE, COERÊNCIA, JUSTIÇA, COMPETÊNCIA e CRIATIVIDADE em todas as esferas administrativas no âmbito federal, estadual ou municipal. Quando isso não ocorre, prevalece a corrupção, a impunidade, as incoerências, os desperdícios, a falta de prioridades, a falta de competência administrativa, a falta de criatividade para inovar ou do bom senso para corrigir rotas equivocadas.

     Sei que posso estar “chovendo no molhado”, porém, se ninguém se manifesta de uma forma clara e objetiva assim como estou tentando fazer através destas propostas, estará se cumprindo o tão famoso “quem cala, consente”.  Como pai, desejo que meu filho faça parte de uma geração que tenha orgulho de ser brasileiro, não somente quando o Brasil vai à uma Copa do Mundo ou às quadras esportivas de uma Olimpíada Mundial, mas também quando se trata de defender os interesses econômicos e sociais da nossa nação.

    
Embora muitas das propostas aqui apresentadas possam ser consideradas por alguns como utópicas e inatingíveis, valho-me delas para manifestar a todos os visitantes deste site o meu desejo sincero de ver nascer um Brasil melhor para todos, um Brasil verdadeiramente Novo.

 

   

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